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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Elis por Eles...




Uma homenagem a alguém como Elis Regina não pode ser carregada por vozes fracas. Afinal, a cantora, cuja carreira e repertório marcaram para sempre a história da cultura brasileira – e não só da música -, deixou suas marcas até hoje. Foi com esse pensamento que Pedro Mariano convidou 14 cantores brasileiros para homenagear Elis em uma noite de show, que virou CD. A apresentação foi no palco do Teatro Positivo em Curitiba e cada artista interpretou uma música do repertório de Elis: Jair Rodrigues faz um pout-pourri de “Upa Neguinho e Arrastão”; Chitãozinho & Xororó cantam “Como Nossos Pais”; Jorge Vercillo com “O Mestre Sala dos Mares”; “Só Tinha Que Ser Com Você”, na voz de Emílio Santiago e “Vivendo e Aprendendo” por Rogério Flausino, do Jota Quest; “Amor Até o Fim”, por Diogo Nogueira; “Dois Pra Lá, Dois Pra Cá”, por Cauby Peixoto; “Madalena”, por Jair Oliveira; Paulinho Moska com “Nada Será Como Antes”; Lenine com “Atrás da Porta”; “Casa no Campo”, pelo Roupa Nova; “Cai Dentro”, na voz de Seu Jorge, “Tatuagem”, por Filipe Catto e, para fechar a noite, Pedro Mariano canta “O Bêbado e o Equilibrista”. A ideia de escolher somente homens, foi para salientar a força da obra de Elis Regina, que influenciou e influencia gerações e que não é restrita ao universo feminino. A banda que acompanha cada cantor é formada pelos músicos Marcelo Elias (piano e teclados), Marcelo Mariano (contra-baixo), Thiago “Big” Rabello (bateria), Conrado Goys (guitarra e violões), James Muller (percussão), Daniel D'Alcântara (trompete e flugelhorn), Ubaldo Versolato (saxofone e flauta) e Sidnei Borgani (trombone). 


Faixas do CD:
1. Abertura / Upa Neguinho / Arrastão - Jair Rodrigues
2. Mestre Sala Dos Mares - Jorge Vercillo
3. Nada Será Como Antes - Moska
4. Tatuagem - Filipe Catto
5. Só Tinha De Ser Com Você - Emílio Santiago
6. Dois Pra Lá, Dois Pra Cá - Cauby Peixoto
7. Casa No Campo - Roupa Nova
8. Atrás Da Porta - Lenine
9. Amor Até O Fim - Diogo Nogueira
10. Cai Dentro - Seu Jorge
11. Madalena - Jair Oliveira
12. Aprendendo A Jogar - Rogério Flausino
13. Como Nossos Pais - Chitãozinho E Xororó
14. O Bêbado E A Equilibrista - Pedro Mariano

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Caetano Veloso recebe abraço múltiplo em capa de novo disco...




O cantor Caetano Veloso aparece com o rosto envolvido por diversas mãos na capa de seu novo disco, "Abraçaço", que foi divulgada nesta quarta-feira (14).
"Abraçaço" tem lançamento previsto para o início de dezembro e fecha a trilogia do artista com a BandaCê, depois de "ê" e "Zii et Zie".
"Meu disco vai se chamar 'Abraçaço'. Uso essa palavra às vezes para finalizar e-mails. Acho graça. É como 'golaço', 'jogaço', 'filmaço'... Ouço as pessoas dizerem também 'cansadaço', 'feiaço', 'tardaço'. Achei 'golaço' no Houaiss, mas não 'aço' como sufixo aumentativo. 'Abraçaço' é o mais lindo porque há a repetição do cê-cedilha. Parece um eco, um reverb verbivocovisual. E sugere não só um abraço grande, mas um abraço espalhado, abrangente ou múltiplo. Tudo isso tem a ver com como percebo o disco. E tem uma canção que contém a palavra (foi o que me decidiu)", explicou o cantor.
A capa de "Abraçaço" tem direção de arte do fotógrafo Fernando Young e do estúdio Quinta-Feira.
O álbum no Rio de Janeiro é composto por 11 faixas, todas de autoria de Caetano, com exceção de "Parabéns", uma parceria dele com Mauro Lima, e "Gayana", de Rogerio Duarte. A banda que acompanha o artista é formada por Pedro Sá (guitarra e coro), Ricardo Dias Gomes (baixo, teclados e coro) e Marcelo Callado (bateria, percussões e coro).
Ouça a nova música: Um Abraçaço

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Essa tal de Bossa Nova...

Para celebrar os 50 anos do evento em que a bossa nova foi apresentada ao
mundo, no show do Carnegie Hall, em NY, e também os 75 anos de Roberto
Menescal, um dos criadores do movimento, a obra revela histórias inéditas e
passagens divertidas dos bastidores da bossa nova e da MPB





Em comemoração aos 50 anos do célebre show do Carnegie Hall, em Nova York, Roberto Menescal e a jornalista Bruna Fonte lançam, pela Editora Prumo, o livro Essa Tal de Bossa Nova, que reúne histórias dos bastidores de um dos mais importantes movimentos da música mundial. Consagrado como um dos criadores da bossa nova, Menescal revela episódios desconhecidos do público, percorrendo desde os primeiros encontros entre aqueles que viriam a ser os protagonistas do movimento made in Brazil, até a época em que assumiu a direção artística da PolyGram, onde fez história ao lado de artistas como Raul Seixas, Caetano Veloso, Chico Buarque, Gal Costa e Novos Baianos. A obra celebra, também, os 75 anos de Menescal, que, além de grande músico, é um dos maiores arquivos vivos de histórias e personagens da música brasileira.

O lendário show do Carnegie Hall, que apresentou pela primeira vez a bossa nova ao público e à cena musical dos Estados Unidos, mudou os rumos do gênero musical que nascera anos antes no apartamento de Nara Leão, musa da bossa nova. Maysa, Astor Piazzola, Roberto Carlos, Dorival Caymmi e Villa Lobos são alguns dos personagens que povoam essas histórias contadas por Menescal à parceira Bruna Fonte, que entrevistou durante cinco anos o compositor de “O barquinho”, uma das canções-ícones da bossa nova. Se o primeiro resultado deste trabalho foi um livro com mais enfoque na vida pessoal do artista, Essa tal de Bossa Novatambém traz relatos dos bastidores de gravações, tanto da bossa nova quanto da MPB, lembrando episódios inéditos protagonizados por Chico Buarque, Gal Costa, Caetano Veloso, Fábio Júnior, Tim Maia, Sidney Magal, Alcione, Raul Seixas, entre outros.

“Na verdade o Carnegie Hall foi o divisor de águas para todos aqueles que integravam a turma da bossa nova, pois a partir dali eles - que ainda eram muito amadores - foram obrigados a ’profissionalizar’ a bossa nova”, afirma Bruna Fonte. “Após o show, os principais participantes acabaram ficando nos Estados Unidos, seguindo cada um seu próprio rumo. O primeiro a voltar foi Menescal - porque estava com casamento marcado - e como a turma toda estava fora, ele seguiu um caminho mais voltado para a produção”. Logo no início dos anos 70, Menescal foi convidado por André Midani para trabalhar na PolyGram, onde passou 15 anos vivendo o auge da MPB ao lado de grandes nomes do cenário musical brasileiro.

Com prefácio assinado pelo escritor Paulo Coelho e apresentação do jornalista e escritor Nelson Motta, a obra se divide entre os dois momentos, trazendo fotos inéditas da carreira de Menescal. O livro dedica um capítulo bônus à amizade do músico com Paulo Coelho e ao trabalho com Raul Seixas, e apresenta também um depoimento da jazzista Stacey Kent e do cantor americano B.J. Thomas, dois grandes admiradores do movimento.

Entre algumas passagens curiosas do livro, Menescal narra duas ocasiões em que foi interrogado durante a ditadura. Uma vez, ele foi levado ao DOPS e, na outra, ele e o compositor Paulinho Tapajós foram interrogados pela Polícia Federal no aeroporto de Brasília, sob a suspeita de estarem se preparando para sequestrar um avião.

Durante o regime militar, uma parte do trabalho de Menescal era lidar com a censura. Eram tempos difíceis, mas também muito criativos, pois todos estavam em busca de novas formas de burlar os censores usando metáforas e frases de duplo sentido em críticas ao governo. O músico conta no livro que capas, letras, gravações, tudo tinha que ter a aprovação oficial para ser lançado. “Muitas coisas que a gente mandava acabavam sendo vetadas, mas algumas passavam sem que eles percebessem. Mas, quando eles finalmente percebiam, era comigo que a censura tirava satisfação”, diz Menescal. “Chegou um ponto em que eu era chamado à Polícia Federal com tanta frequência, que comecei a ficar com medo de acabar sendo preso”.

Ele narra no livro a negociação com a censura para que o lançamento do disco “Caetano e Chico juntos e ao vivo”, registro de um show em Salvador, em 1972, fosse liberado. Umas das músicas deste disco – “Ana de Amsterdam” – foi vetada pela censura, pois a letra dizia “sacana” (“Sou Ana/Da cama/da cana/fulana, sacana”). Eles pediram para que mudassem a letra. Menescal tentou explicar que, por ser um álbum gravado ao vivo, a gravação não poderia ser refeita. Apesar de sua insistência, não teve jeito. “Contei ao Chico que a música havia sido censurada e perguntei a ele se poderia substituir “sacana” por “bacana”. Mesmo sem entender como eu faria isso, ele concordou. Eu então gravei no estúdio o som da consoante “b” com a minha voz e colocamos essa gravação em cima do som da consoante “s” da gravação original”, conta Menescal.

Outra história divertida narrada por Menescal no livro, entre muitas, é a ocasião que ele descobre que, em uma reunião com os Novos Baianos, após terem fechado um trabalho com a PolyGram, um dos músicos do grupo havia colocado ácido no seu café para ele ficar mais “alegrinho”. “Cheguei na PolyGram me sentindo muito louco (...) Fui para casa e não conseguia dormir, passei um dia inteiro me sentindo assim”. Menescal ficou furioso quando descobriu, mas sabia que vivia o auge do movimento hippie, uma época de muitas loucuras no mundo inteiro. “Depois que esse tempo passou, cada um foi se encontrando e fazendo as suas carreiras de uma forma muito interessante.

Sobre os autores
Roberto Menescal é compositor, arranjador, instrumentista e produtor. Consagrado mundialmente por ter sido um dos criadores da Bossa Nova, durante 15 anos foi Diretor Artístico da PolyGram. Nesse período, firmou seu nome como uma das pessoas mais influentes do mercado musical brasileiro. Com uma agenda de
shows sempre cheia, continua divulgando a Bossa Nova em todo o
mundo. Em recente parceria com o ex-integrante do The Police,
Andy Summers, desenvolveu o projeto "The United Kingdom of
Ipanema".

Bruna Fonte é escritora e fotógrafa. Essa tal de Bossa Nova é o segundo projeto com Roberto Menescal. Em 2010 lançou O Barquinho Vai... Roberto Menescal e suas histórias (Vitale, 2010). 

Abaixo segue os convites do lançamento do Livro nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo e um book trailer promocional:




terça-feira, 30 de outubro de 2012

Mostra 'Tom Jobim - Música e Natureza' abre para o público no Rio de Janeiro...


Exposição é a mais caprichada já dedicada ao compositor maior da música brasileira.



Os funcionários do Instituto Antonio Carlos Jobim, no Jardim Botânico, já se acostumaram. Os visitantes chegam - em bom número, estrangeiros apaixonados pela bossa nova - e perguntam: "Mas cadê o chapéu do Tom?"
Fã que é fã é fetichista, gosta de memorabilia, quer ver de pertinho objetos que pertenceram ao ídolo. Na mostra "Tom Jobim - Música e Natureza", a mais caprichada já dedicada ao compositor maior da música brasileira, ninguém vai ter do que se queixar.
Nos 190 metros quadrados do recentemente ampliado espaço expositivo do instituto, abertos nesta terça ao público, o piano da Rua Nascimento Silva 107, o endereço histórico de Ipanema onde foi composto o cancioneiro da bossa, é peça central.
Naquelas teclas nasceu tudo que Tom Jobim (1927-1994) fez sozinho ou com Vinicius e Newton Mendonça entre os anos 50 e 60 (pense nos clássicos todos, "Garota de Ipanema", "Corcovado", "Insensatez", "Samba do Avião", a trilha de "Orfeu da Conceição"...)
O piano estava na casa da filha Beth Jobim. "Não estava funcionando e, quando mandei consertar, anos atrás, o cara queria trocar as teclas amareladas por novas, de plástico. Eu não quis, precisava manter as digitais ali."
O instrumento foi o segundo da vida de Jobim. O primeiro foi presente do padrasto, Celso Frota Pessoa (o pai morreu quando ele tinha oito anos), um piano de cauda ganho aos dezessete anos, cuja qualidade deixava a desejar.
Depois de 1949, quando se casou com Thereza Hermanny, fez questão de trocá-lo pelo Weimar de armário que viraria um xodó - iria acompanhá-lo até o fim da vida, não mais como o principal da casa (este, um Yamaha moderno, hoje com o neto músico Daniel Jobim), mas como uma relíquia deixada no último andar, a ser usada quando queria silêncio para compor.
Os manuscritos de letras de canções como "Águas de Março", "Caminhos Cruzados" e "Samba de uma Nota Só", com trechos rabiscados e reescritos, assim como fotografias da vida inteira e registros da discografia no Brasil e no mundo estão na exposição, que, além da Nascimento Silva, também reproduz um cantinho da sua última casa, no Jardim Botânico: uma estante cenográfica com os óculos, a capanga, os chapéus, a coleção de lupas, os livros preferidos (volumes de Guimarães Rosa, o songbook de Gershwin). 
A forte relação com a natureza, que vinha da infância, do presente avô materno, professor de geografia, está em vídeos, na paixão pelo sítio de Poço Fundo que frequentou desde menino, e é materializada na caixa de pios de pássaros. 

As cartas para os filhos e amigos (Vinicius, Frank Sinatra) mostram o homem amoroso e solidário; relíquias que contêm também números de telefones e contas domésticas revelam o desprendimento; nos cadernos com as letras, uma flagrante falta de liturgia; nos Grammys, o alcance da obra monumental.

"A gente montou exposições do Chico Buarque, do Dorival Caymmi, do Lúcio Costa (acervos digitalizados e disponibilizados na internet pelo instituto, como o de Jobim), mas as pessoas chegam aqui e querem ver as coisas dele. Tem muita gente que cultua o Tom e esse é um retorno ao carinho que a gente recebe", conta Paulo Jobim, filho do maestro e curador da mostra, com a mulher, Elianne.

"Nossa primeira ideia foi fazer uma exposição mais sensorial. Como se fosse a primeira vez em que as pessoas ouviram Chega de Saudade", diz ela. "Mas tínhamos tanto material legal que fomos incluindo".

O projeto educativo "O Observador da Natureza" prevê visitas montadas para grupos escolares. Eles vão passear pelas aleias do parque com guias a lhes mostrar diferentes espécies da fauna e da flora, tal qual Jobim faria.

Abaixo uma foto do Instagram de Ana Jobim com Maria Luisa Jobim na exposição aberta ontem 30/10/12 e que será permanente no Espaço Tom Jobim no Jardim Botânico   no Rio de Janeiro.




Agência Estado de São Paulo

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Ouça e Veja: Emicida e Wilson das Neves – Ô, Sorte!

A junção improvavel do mestre Wilson das Neves e Emicida resultou na incrível “Ô, Sorte!”, faixa que ainda tem baixos assinados por Duani (outro que merecia um próprio especial) e Pepe Cisneros nas teclas. A canção é uma homenagem em freestyle de Emicida para Wilson, reverenciando a importância do mestre das baquetas. Wilson é, por exemplo, o único membro fixo da banda de Chico Buarque, chegando ao ponto do poeta carioca anunciar que não entra no palco sem o amigo na bateria.

A união faz parte do projeto Meet The Legend: um projeto musical apresentado pela Ray-Ban e produzido pela VICE que reúne músicos da nova geração com lendas da música brasileira. A produção da faixa ficou a cargo de Daniel Ganjaman e no site oficial do projeto você ainda confere um Making Of da união. Abaixo você vê o vídeo da canção:


por: rockinpress

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

TIM MAIA 70 ANOS...

Depois de dez anos de negociações, gravadora de David Byrne lança coletânea do Síndico.


Vale tudo! Neste dia 28 de setembro, o maior nome da soul music brasileira completaria 70 anos. Mas falar de Tim Maia apenas como soulman não faz justiça ao seu talento e sua longa carreira que marcou passagens pela jovem guarda, pelo funk, disco e balanço, por uma fase mística e por um momento de harmonias mais pop, sempre na mescla do que o próprio gostava de chamar de "metade esquenta suvaco e metade mela-cueca".
Para comemorar sete décadas do Síndico, a Luaka Bop, gravadora de David Byrne que popularizou no exterior nomes como Tom Zé, finalmente lança a coletânea internacional The Existential Soul of Tim Maia – Nobody Can Live Forever. No tracklist, quinze clássicos e versões inéditas do cantor registradas entre 1970 e 1976, o que inclui algumas gravações alternativas do período do LP Tim Maia Racional.
O filósofo cantor que incluiu tantas pérolas nas máximas e aforismos do Brasil finalmente ganha uma coletânea respeitavel a ser lançada em terras estrangeiras. O disco estava nos planos da Luaka Bop desde 2002 e em 2007 chegaram a anunciar prévias de algumas músicas que estariam no disco através da iTunes Store. Depois de uma longa disputa com o espólio de Tim, finalmente houve um acordo entre as partes para o lançamento, que chega às lojas físicas e virtuais estrangeiras no próximo dia 2 de outubro.
A edição da Luaka Bop é exclusiva para a Europa e EUA e não há previsão de lançamento por aqui mas pode ser ouvida na íntegra do hot site da coletânea ou no Soundcloud.
A gravadora ainda está organizando nesta sexta uma série de 15 festas em 15 cidades ao redor do globo. Na página de Tim no Facebook você o calendário completo que inclui celebrações em Milão, Belo Horizonte, Estocolmo, São Francisco, Lisboa, Nova York, Paris e muito mais.
Perguntamos pra Denilson Monteiro, escritor e responsável pelas pesquisas de texto e imagem de "Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia", biografia escrita por Nelson Motta, como seria o Tim Maia de hoje? "Ele certamente estaria explorando a internet ao máximo, soltando uma música atrás da outra na rede. E quanto à política, obviamente estaria bradando contra o Ecad e ironizando a classe política. E quem sabe não teria conseguido a vaga no Senado que desejava um pouco antes de morrer?", disse o pesquisador. 


Texto por Luiz Filipe Tavares (trip.com.br)

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Na Trilha Certa Edição 09...


Na Trilha Certa. Minha coluna na Revista Alpha Report Edição 09 
Para ler a coluna acesse:  http://www.alphareport.com.br/



terça-feira, 12 de junho de 2012

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Vale Tudo, O Musical...


Espetáculo de Nelson Motta, Tim Maia – Vale Tudo, O Musical traz pela primeira vez aos palcos a história de um dos maiores ídolos da música brasileira.


Com direção de João Fonseca, o musical já foi visto por mais de 100 mil pessoas, desde sua estreia no Rio de Janeiro em Agosto de 2011

“Tim Maia foi o ser mais livre que eu conheci”. A frase de Nelson Motta sintetiza de forma ampla e ao mesmo tempo precisa uma das figuras mais controversas, anárquicas e amadas que a música deste país já produziu. Tudo no saudoso artista é superlativo, inclusive o retumbante sucesso de Tim Maia – Vale Tudo, o musical, que se tornou o grande fenômeno da temporada teatral carioca em 2011.
Com direção de João Fonseca e texto de Nelson Motta, o musical finalmente chega à cidade de São Paulo, dia 09 de março no Teatro Procópio Ferreira.
O elenco é encabeçado pelo jovem Tiago Abravanel, de apenas 24 anos, que já está sendo apontado como uma das grandes revelações do teatro em 2011, indicado ao Prêmio Faz Diferença, do Jornal O Globo, na categoria Teatro.

Com sete musicais no currículo, Tiago teve a responsabilidade de trazer à cena toda a complexidade de Tim Maia, mas os unânimes elogios não deixam dúvidas de que ele superou todas as expectativas. “Quando vi o Tiago na audição, fiquei impressionado. O fraseado, a expressão, a voz… o Tim já estava ali”, relata João Fonseca, diretor do espetáculo. Izabella Bicalho, Lilian Valeska, Pedro Lima, Andreh Viéri, Bernardo La Rocque, Reiner Tenente, Evelyn Castro, Pablo Ascoli, Aline Wirley e Leticia Pedroza completam a escalação.

“Para os demais papéis, chamei atores que conhecia ou com quem já tinha trabalhado. Nem foram necessárias aulas de canto, todos já vieram totalmente preparados”, explica João Fonseca. Cada um deles interpreta de três a sete personagens, desde os pais de Tim Maia e figuras célebres como Roberto e Erasmo Carlos, Elis Regina, Jorge Benjor, Carlos Imperial, Chico Buarque e o próprio Nelson Motta, até presenças pontuais como os irmãos, músicos, amigos, entre outros.
A amizade com Tim, conta Nelson Motta, começou em 1969, quando produziu para o disco de Elis Regina o dueto que apresentou ao mundo o vozeirão do cantor, ‘These are the songs’. Por isso, é testemunha de histórias incríveis, como as aventuras vividas nos Estados Unidos, no início da carreira, graças a um improvável convite da Arquidiocese. A viagem não terminou bem: Tim voltou ao Brasil deportado, acusado de roubar um carro e de portar substâncias ilegais.

Do livro para o palco, o processo de transposição do texto foi todo muito orgânico e em parceria: “Fui amigo do Tim a vida inteira, sabia tudo dele. Então foi fácil e muito prazeroso escrever, porque o João Fonseca me ajudou muito com a sua visão teatral, cênica de espetáculo. Sou de uma escola jornalística, narrativa, linear, e ele me estimulou a criar cenas livremente”. Esta foi a segunda experiência de Nelson com teatro. A anterior havia sido ‘A Feiticeira’ (de 76), em parceria com Fauzi Arap e protagonizado por Marília Pêra. “É muito difícil”, dá a pista sobre os motivos da volta à dramaturgia teatral e emenda: “Além desse auxílio luxuoso – e decisivo – do João, o espetáculo é uma obra em progresso, que foi sendo adaptada e ajustada durante os ensaios, de acordo com as possibilidades que se abriram. Para mim foi tudo novidade. E estou tomando gosto!”.

O diretor João Fonseca optou por estruturar a narrativa em blocos temáticos, que são ilustrados por clássicos de Tim que remetem conceitualmente a cada passagem. A cena se desdobra a partir da infância pobre no bairro carioca da Tijuca, o contato com a música e as primeiras bandas que integrou, como ‘Tijucanos do Ritmo’, ‘The Sputniks’ e ‘The Snackes’, quando conheceu Roberto Carlos, Jorge Benjor e Erasmo Carlos.

Momentos como a partida para os Estados Unidos, em 1959, e a posterior deportação por roubo e porte de drogas; a eclosão da Jovem Guarda e a gravação do primeiro disco; a primeira grande paixão, Janete, e as discussões explosivas travadas entre o Rio e Londres em diversas idas e vindas; o período em que aderiu à ideologia ‘Racional Superior’; a explosão popular; os filhos; a formação da banda Vitória Régia…todos os acontecimentos são permeados por episódios memoráveis (e na maioria das vezes hilários) radiografados com precisão de detalhes por Nelson Motta.
Fiel à construção narrativa concebida por Nelson e João, o cenógrafo Nello Marrese projetou a área cênica como um palco de show com paredes e objetos de estúdio, os dois lugares onde Tim Maia se sentia mais à vontade.

A partir disso, há 14 trocas de cenário através de adereços e elementos alegóricos. “As mudanças ocorrem a cada bloco temático. Por exemplo, a infância é representada por um imenso varal de roupas e objetos de praia; a primeira banda dele, por semáforos e uma lambreta de verdade; já na fase ‘racional’, o palco fica todo branco; no final, usamos globo de discoteca e um telão de led”, explica Nello.

Reproduzir a estética sonora da Vitória Régia, banda formada por Tim em 1976 e que o acompanhou por 22 anos, foi a escolha do diretor musical e arranjador Alexandre Elias: “A Vitória Régia teve várias formações ao longo dos anos, com 8, 9 ou 10 músicos, de acordo com as escolhas do Tim em cada momento”. Conversando com amigos que tocavam na banda, Alexandre chegou à formação mais constante, com dois sopros, teclado, guitarra, baixo e bateria. Mesmo tendo mudado a sonoridade ao longo da carreira, o que se ouve no espetáculo é o Tim Maia da black music: “ O Tim foi o precursor da soul music no país, voltou dos EUA muito influenciado pelo som da Motown e criou por aqui aquilo que se chama de ‘música preta brasileira’. Optamos por ressaltar as variações do Tim Maia como cantor e compositor ao longo da carreira através da sonoridade mais característica dele, totalmente black music, de canções antológicas como ‘Azul da Cor do Mar’, entre tantas outras”, contextualiza Alexandre.

E assim, uma das trajetórias mais impressionantes da música brasileira é narrada pela primeira vez nos palcos. Sebastião Rodrigues Maia, Tião Marmiteiro, Tim Maia, uma profusão de personagens diversos dentro de um só, aquele responsável pela trilha sonora das vidas de uma legião de fãs até hoje. Ou como muito oportunamente concluiu Nelson Motta após encontrá-lo em Nova Iorque pela última vez, em 97, “Estava muito feliz de reencontrá-lo tão alegre e bem-disposto, achei até que estava um pouco mais magro – embora ainda imenso (…). Só consegui sair de lá horas depois de muita conversa e gargalhadas, entre várias rodadas de café completo, ovos mexidos e incessante carburação, me divertindo com as histórias que qualquer ficcionista consideraria inverossímeis, mas eram apenas fatos e acontecimentos corriqueiros do cotidiano de Tim Maia”.

Na Trilha Certa! Edição N.07...


sábado, 25 de fevereiro de 2012

Homenagem a Pery Ribeiro...

A música brasileira perdeu ontem um grande artista, o primeiro cantor a gravar Garota de Ipanema! Pery Ribeiro, todo o carinho Guilherme Sanchez.



terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Chico ao vivo...




CHICO BUARQUE, que ontem encerrou sua turnê no Rio, aproveitou a última semana da temporada carioca para gravar o DVD de seu excelente show "Chico". A direção é de Gabriela Gastal e Dora Jobim. Veja dois flagrantes da gravação (no primeiro deles, nosso artista divide os refletores com o grande baterista Wilson das Neves, com quem canta duas músicas). O DVD será lançado no segundo semestre, e o show, exibido logo em seguida pelo Canal Brasil, que coproduziu a gravação com a Biscoito Fino. São 29 músicas (sete do novo CD e 22 sucessos).

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A música segundo Tom Jobim (O Filme)...


O extraordinário universo da música de Antonio Carlos Jobim não cabe em palavras.
Foi com essa idéia em mente e a sensibilidade aguçada que o diretor Nelson Pereira
dos Santos, ao lado de Dora Jobim, se dispôs a encarar o desafio de desvendar em
filme a trajetória musical do grande compositor brasileiro, autor de uma obra
eterna, de alcance internacional. 

Em A música segundo Tom Jobim, os diretores
escolheram o caminho sensorial da imagem e do som para exibir o trabalho do
músico considerado, ao lado de Heitor Villa-Lobos, um dos maiores expoentes de
todos os tempos da música brasileira. Não há uma palavra sequer no filme. E nem é
preciso. Uma sucessão de imagens de grandes intérpretes brasileiros e internacionais
em performances inesquecíveis, e do próprio Tom Jobim, em diferentes momentos,
alinhava a trajetória musical do “maestro soberano”. Está tudo lá: a força e a beleza
da sua música, as diferentes fases do artista, o alcance e a poesia das suas canções,
sua personalidade musical, a importância da sua obra. Tudo conduzido de forma
vigorosa e poética, sem necessidade de maiores explicações. Apenas o prazer e a
emoção de ouvir Tom Jobim.

Nelson dirigiu, em 1985, um documentário sobre Tom Jobim para a televisão
brasileira, com duração de quatro horas. Sempre teve grande admiração pelo
compositor. Quando decidiu fazer A música segundo Tom Jobim percebeu que o
acervo de fotos e filmes da família do compositor e os arquivos obtidos pela pesquisa
de Antonio Venâncio eram tão ricos que o próprio material podia, por si só, contar
a história de Tom. “Vi que em cada imagem havia uma outra história”, diz Nelson.
“E mais outra. Era uma história dentro da outra, contando tudo através da música”.

A espinha dorsal do filme foi construída com base na música e nas imagens em
movimento e fotográficas. Dessa forma, a atenção se concentra em cada foto, em
cada performance original e surpreendente. E o filme permite que o espectador se
entregue inteiramente à música.

Consagrado diretor de cinema, considerado um dos mais importantes cineastas do
país, Nelson Pereira foi um dos precursores do Cinema Novo. Seu filme Vidas Secas é
um dos filmes brasileiros mais premiados de todos os tempos. Aos 27 anos, em 1955,
lançou seu primeiro longa-metragem Rio 40 Graus. Ao longo da sua carreira, fez
mais de 20 filmes, entre eles Boca de Ouro, Amuleto de Ogum, Fome de Amor, Como
Era Gostoso o Meu Francês, Jubiabá, Tenda dos Milagres, Memórias do Cárcere, premio
da FIPRESCI no Festival de Cannes de 1984.

A música segundo Tom Jobim é basicamente um filme de montagem, no qual a
edição, com os cortes e entradas de imagens, definem o ritmo, a intensidade e a
emoção do que se quer mostrar. Por isso, a equipe trabalhou em conjunto em todas
as etapas: pesquisa, seleção de arquivos, edição de imagens.

Com grande experiência no universo dos DVDs musicais, Dora Jobim dividiu a
direção com Nelson Pereira dos Santos. É profunda conhecedora do material de
arquivo de Tom Jobim, seu avô, fez um levantamento extenso dos arquivos, e seu
ouvido musical foi importante instrumento na hora da montagem. Sua experiência,
aliada ao rico acervo fotográfico e de imagens da viúva de Tom, Ana Jobim,
contribuiu de forma decisiva na elaboração do filme.

A roteirista Miúcha Buarque de Holanda levou para o filme a visão artística e, ao
mesmo tempo, pessoal do compositor. Ela foi grande amiga de Tom Jobim, que
conheceu quando os dois freqüentavam o ipanemense bar Veloso, popular entre
artistas na década de 70, e onde foi composta a famosa Garota de Ipanema, com
Vinícius de Moraes. A canção tornou-se conhecida no mundo inteiro e imortalizou
o bairro por onde passava a célebre Garota. Miúcha, que participou do disco Best of
two worlds, com João Gilberto – com quem foi casada – e Stan Getz, teve convívio
musical intenso com Tom Jobim, organizou a pesquisa e desenvolveu a base da
história de Tom: sua personalidade, seu humor, sua sagacidade, seu talento, a
sofisticação da sua música.

A direção musical de Paulo Jobim, músico e filho de Tom, foi imprescindível. Paulo foi
o ouvido musical do filme e cuidou da qualidade do áudio de cada arquivo.
Depois de um grande levantamento documental de fotos, imagens e documentos,
foi feita a seleção de imagens, entre dezenas de arquivos. A edição de Luelane Correa,
junto com os diretores, construiu a trajetória musical de Tom com uma montagem
que usou fotos e imagens de forma cronológica, acompanhando o compositor desde
suas primeiras fases até seu amadurecimento.


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Então é Natal...

Então é Natal, Tempo de Alegria, Amor, União e Paz. Também é tempo de vender e divulgar! Rs! 


Abaixo algumas pérolas de anúncios e campanhas para o Natal que usaram grandes nomes da MPB como Chico Buarque, Tom Jobim entre outros.


Imobiliária Clineu Rocha com Chico Buarque:
Essa é mesmo uma raridade vem lá do ano de 1967. A empresa fez um disco de brinde de Natal, De um lado uma narração de apresentação muito peculiar e a música 'Tão bom que foi o natal' composta e cantada pelo Chico Buarque, do outro faixas de jingles da imobiliária!





Coca Cola com Tom Jobim:
Tom Jobim, foi muito criticado não só por ter feito o comercial para a Coca-Cola um símbolo dos Estados Unidos, mas também por ter cedido os direitos de Águas de Março para
jingle que teve até versão em Inglês com letra completamente diferente da original!


  


Rede Globo com Roberto Carlos:
Globo com Roberto Carlos tem tudo a ver, e não poderia ficar de fora. O Roberto já fez muitas campanhas de Natal de Cartão de Credito até Panetone com o seu nome. Mas a Globo a muitos anos usa da imagem do Rei para as suas mensagens de Boas Festas nos programas especiais RC! Esse ele gravou o tema de fim de ano da emissora e o Fantástico mostrou os bastidores dessa gravação, o interessante é ver que o Roberto continua muito humilde e despertando um frisson até mesmo no elenco de estrelas da Globo. Ele é mesmo o Rei Roberto Carlos!





Brahma com João Gilberto:
Essa não é de Natal, mas João Gilberto fazendo propaganda não podia ficar de fora.




Para fechar com chave de ouro, João Gilberto cantando Presente de Natal, um oferecimento do Blog Canta Canta Mais... rs!


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O Primeiro Jobim!


foto: Antonio Carlos Jobim, Jorge de Oliveira Jobim e Helena Jobim


Para a história: qual foi a primeira vez que o nome de Antonio Carlos Jobim apareceu em jornal ou revista? Pode não ser uma pergunta de que dependa o futuro da música popular, nem da bossa nova, nem da biografia de Tom. Por que, então, fazê-la?
Porque aos biógrafos compete fazer perguntas e descobrir as respostas. As análises e interpretações ficam com os entendidos. Donde qual foi a primeira vez que o nome de Antonio Carlos Jobim, nascido em 1927, apareceu na imprensa?
Teria sido em 1958, quando João Gilberto gravou, de Tom e Vinicius, "Chega de Saudade", e dividiu o átomo? Ou em 1956, quando o musical "Orfeu da Conceição", também de Tom e Vinicius, estreou no Municipal? Ou em 1954, quando Tom e Billy Blanco se revelaram com a "Sinfonia do Rio de Janeiro" e o samba "Teresa da Praia"? Claro que não. Bem provável que, antes disso, o nome de Tom já tivesse saído em algum tijolinho de jornal como pianista de uma das boates em que ele deu duro na noite carioca a partir de 1950.
Mas houve uma instância ainda anterior. Foi na revista "O Malho", de 31 de maio de 1934. Um poeta chamado Jorge Jobim publicou um poema, "Vem cá, siriri", que, em seus versos finais, dizia:


"Vem cá, siriri/ As moças te chamam, tu não queres vir.../ Ah! Que é feito das meninas/ Que essa cantiga cantavam?/ Estarão vivas ou mortas?/ Desgraçadas ou felizes?/ Coitadas! Vivas embora/ Como eu, as pobres meninas/ Já estarão quase mortas/ Porque hão de estar quase velhas!// E não de seus lábios frescos/ Mas do meu coração gasto/ Sai, longínqua e dolorida/ Essa cantiga de outrora:/ "Vem cá, siriri,/ As moças te chamam, tu não queres vir..."


Versos penumbrosos e pessimistas, mas que Jorge Jobim (1889-1935), num assomo de amor, dedicou a seu filho de sete anos: "Para o meu Antonio Carlos".
Ruy Castro